Agreste azul e alaranjado
O Agreste pernambucano vive um grande momento em termos de desenvolvimento econômico, especialmente com o produtivo ambiente empreendedor do já consolidado Pólo de Confecções.Vive também um dos melhores invernos das últimas décadas e, celebra o período junino, a época mais bonita, gostosa e animada na região.
Para brindarmos esse momento arretado que vive o Agreste pernambucano, nada melhor do que um poema, um poema que estará no meu próximo livro.
AGRESTE AZUL E ALARANJADO
Paz de espírito e clima de Agreste
Com vento bom de fazenda
Num alpendre celeste
E uma rede de renda.
Passarinho assobiando
Junto com o sol de fim de tarde
E o vento perambulando
Desprovido de vaidade.
E o vento... o vento do Agreste é afetivo
Como carinho de avô
Aquele carinho sem motivo
Ou melhor, o único motivo é o amor.
E o cheiro de mato verde
Correndo solto na campina
Aprisionado pelo vento
E pelo perfume... da morena-menina.
E um gosto alegre de milho verde
Assado e cozinhado
E mesmo sendo do céu
O sabor é um pecado.
E o som da poesia
Musicada com a alegria
Do xote e do baião
Do forró e do xaxado.
E o céu... o céu do Agreste
Cenário azul e alaranjado
Onde a tarde beija a noite
E o sol dorme enluarado.
Eita!... Que saudade do Agreste
Do Agreste que vive em mim
E esse... esse nunca terá fim!...
Bruno Bezerra
*Poema do próximo livro de Bruno Bezerra, Inestimável Valia, que deverá ser lançado ainda este ano.
2 comentários:
Se eu não fosse Nordestina,pediria para o Nordeste me adotar. Essa seu poema é um afago no coracão do Nordestino. E vc é um orgulho para nós Santacruzenses.
Ao ler esse poema, as imagens que se formam na minha mente são as mais bonitas. Me sinto aprisionado a essas paisagens agrestes. E pense numa “prisão” boa! Adoro a minha região!!!
Meus cumprimentos a Bruno e meus parabéns a Melqui pelo Blog.
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