7 de junho de 2008

Agreste azul e alaranjado

O Agreste pernambucano vive um grande momento em termos de desenvolvimento econômico, especialmente com o produtivo ambiente empreendedor do já consolidado Pólo de Confecções.
Vive também um dos melhores invernos das últimas décadas e, celebra o período junino, a época mais bonita, gostosa e animada na região.
Para brindarmos esse momento arretado que vive o Agreste pernambucano, nada melhor do que um poema, um poema que estará no meu próximo livro.


AGRESTE AZUL E ALARANJADO



Paz de espírito e clima de Agreste
Com vento bom de fazenda
Num alpendre celeste
E uma rede de renda.

Passarinho assobiando
Junto com o sol de fim de tarde
E o vento perambulando
Desprovido de vaidade.

E o vento... o vento do Agreste é afetivo
Como carinho de avô
Aquele carinho sem motivo
Ou melhor, o único motivo é o amor.

E o cheiro de mato verde
Correndo solto na campina
Aprisionado pelo vento
E pelo perfume... da morena-menina.

E um gosto alegre de milho verde
Assado e cozinhado
E mesmo sendo do céu
O sabor é um pecado.


E o som da poesia
Musicada com a alegria
Do xote e do baião
Do forró e do xaxado.

E o céu... o céu do Agreste
Cenário azul e alaranjado
Onde a tarde beija a noite
E o sol dorme enluarado.

Eita!... Que saudade do Agreste
Do Agreste que vive em mim
E esse... esse nunca terá fim!...

Bruno Bezerra

*Poema do próximo livro de Bruno Bezerra, Inestimável Valia, que deverá ser lançado ainda este ano.

2 comentários:

Anônimo disse...

Se eu não fosse Nordestina,pediria para o Nordeste me adotar. Essa seu poema é um afago no coracão do Nordestino. E vc é um orgulho para nós Santacruzenses.

Anônimo disse...

Ao ler esse poema, as imagens que se formam na minha mente são as mais bonitas. Me sinto aprisionado a essas paisagens agrestes. E pense numa “prisão” boa! Adoro a minha região!!!
Meus cumprimentos a Bruno e meus parabéns a Melqui pelo Blog.