18 de abril de 2008

Sessão Ordinária

Dando sequência aos trabalhos do ´´inigualável`` poder legislativo santa-cruzense, os nobres parlamentares proporcionaram ontem aos presentes na Câmara e aos ouvintes(já que as reuniões são transmitidas por duas emissoras de rádio da cidade) mais um festival de acusações -isso entre os vereadores Ernesto Maia e Francisco Ricardo, que se engalfinharam trocando palavras de ironias entre si- e mal aproveitados minutos da tribuna da Casa Doutor José Vieira de Araújo.
O tão comentado assunto do momento: ´´A disposição do manancial de Poço Fundo exclusivamente para a vila de mesmo nome e para a cidade de Jataúba`` foi o tema principal dos discursos, que diga-se de passagem repetiram as posturas cansativas e repetitivas de denúncias e oratória repleta de erros e construções infelizes(essas por parte de parlamentares que mais parecem ler o dicionário antes da sessão apenas para decorar algumas palavras diferentes).
Mostrando desconhecimento do que seja estar representando o povo em uma assembléia os vereadores santa-cruzenses teimam em desperdiçar os preciosos minutos do legislativo apresentando um grande número de projetos de nome de ruas e defesas ferrenhas da figura dos líderes políticos de cada ala.
Teve vereador discursando sem nexo algum ao citar figuras desconhecidas do grande público (quase sempre filósofos, teóricos, sociólogos), teve vereador se superando em seus discursos repletos de colocações no mínimo ridículas, teve vereador levantando a bandeira da defesa do governador do estado, além do tom de campanha assumido por todos na tribuna.
Com tudo isso pode –se chegar a seguinte pergunta: onde a política santa-cruzense irá parar, se ao que tudo indica os tão comentado avanços não parecem ser de fato presentes na atualidade.

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