Jornal 101 – Entrevista
Encerrando a semana de entrevistas musicais o Jornal 101 de hoje recebeu a presença do roqueiro Beto Skim, que conversou conosco sobre música, cultura e arte.
Ele declarou ter iniciado no rock quando ainda tinha 9 anos e desde então nunca mais saiu desse estilo.
Beto fala do espaço concedido ao rock
´´Começamos em 1998 com o Capibaribe in Rock, mas eu estou aqui na cidade desde 1990. No ano de 1995 tentamos um evento mais precisávamos de apoio. Ano passado chegamos a 10ª edição do Capibaribe in Rock. Nos temos despertado interesse de jornalistas do Recife e de todo o nordeste em escrever sobre o rock de Santa Cruz. Hoje em dia nos devemos ter 4 ou 5 bandas na cidade.
Nos queremos despertar o interesse dessa turma mais nova, porém falta mais incentivo do governo e da sociedade``.
Convidado fala da contribuição da imprensa santa-cruzense
Durante a conversa Beto agradeceu a imprensa de Santa Cruz do Capibaribe que ultimamente tem contribuído bastante para a valorização do rock no município. Porem, de acordo com ele ainda existe a descriminação da sociedade para com a figura do roqueiro.
Segundo ele o rock é um estilo marginal, não no sentido pejorativo da palavra, mas sim por não ser bem visto por todos.
Beto ainda destacou a realização do ECA (Encontro de Cultura Alternativa), realizada ano passado, onde apresentações de bandas de rock, teatro e várias outras manifestações culturais e artística movimentaram o dia na UESCC (União dos Estudantes de Santa Cruz do Capibaribe). De acordo com ele a segunda edição do evento já está sendo bolada.
Ele enfatizou ainda: ´´se não for o pessoal do rock para estar mantendo a cultura popular a turma que esta escutando, com todo respeito, senta que é de menta não se preocupará com a mesma``.
Durante a entrevista ocorreu a interação com o jornalista Gilberto Silva e com a locutora da 106FM(Carpina), Cristiane Arantes.
´´A principal dificuldade do rock em Santa Cruz do Capibaribe é a falta de apoio das instituições públicas. De dois anos para cá o apoio do governo municipal é zero. Só realizamos os eventos, pois as empresas particulares nos ajudam``.
Interação com o ouvinte
Cristiane Arantes(Carpina): quando analisamos cantores como Erasmo, Vandérleia e Rita Lee percebemos que a letra é rica. Como você analisa as bandas de rock atuais onde a tecnologia é mais notória, me refiro a sonoplastia?
Beto: hoje em dia nos temos dois parâmetros no rock nacional: bandas dos anos oitenta que ainda tocam nas FM´s (Titãs, Paralamas) e tem o circuito alternativo, que é onde nós nos engajamos.
No contexto geral, na parte de elétrica o rock é uma porcaria(com todo respeito a quem gosta), em temo de letra é muito ruim. O engajamento social e a boa letra você só encontra com relevância no rock alternativo``.
Beto fala das letras de algumas composições
´´Antigamente as letras eram censuradas e como hoje não tem mais censura é que você percebe tanta música ruim. Não digo que devesse voltar a censura, mas se ter um senso auto-critico, para se autosencurar. É muito feio, as músicas falam de rapariga, cabaré e corno``.
O entrevistado aproveitou o espaço para desabafar
´´Nos somos normais, mas para a sociedade o normal é beber, se embriagar e encher a cara. Eu sou do movimento do rock, mas antes de tudo eu sou um pesquisador musical``.
Ele encerra a conversa com as seguintes palavras: ´´não só o rock, mas os outros ritmos caíram muito o nível intelectual e de letra``.
Durante a entrevista músicas de bandas da cidade como a canção ´´A guerra`` da banda Calibre 765 foram executadas.
Nenhum comentário:
Postar um comentário