Qual sua opinião?
Qual sua opinião sobre a utilização dos termos ´´boca-preta`` e ´´taboquinha``? Isso compromete de alguma forma a política?
Uma política imatura
Em Santa Cruz do Capibaribe, períodos de Campanha política são marcados por grandes transformações na rotina dos que aqui residem. Crianças, adultos e idosos, mesmo os que raramente saem de casa, vêem nos comícios locais uma fonte rara de lazer: é o grito, é o canto, é a dança, é o riso; ricos e pobres juntos na maior manifestação popular que Santa Cruz já viu. Tudo é festa nesse grande circo a céu aberto. Por outro lado, há também a falta de respeito com a opção do outro, o fanatismo exacerbado, as intrigas entre vizinhos e amigos, as zombarias e os sarcasmos, reflexos de uma população politicamente ainda imatura. O mais preocupante é que os próprios organizadores de campanha fomentam esta lamentável prática e tiram proveito dela. Período de campanha política deveria ser um momento de avaliação, de reflexão, de debate e discussão sobre o projeto de desenvolvimento do município. Essa prática obrigaria os grupos políticos a escolher melhor seus candidatos, a não subestimarem a inteligência das pessoas e a procurarem apresentar propostas sérias e viáveis que melhorem a qualidade de vida dos munícipes. Mas, como diz o ditado popular ‘cada um tem o que merece’, então continuemos com a política de bocas-pretas e taboquinhas até o dia em que a maturidade cívica bata a nossa porta.
Marcelo Clemente
Mestre em Linguagem e Ensino e Professor Substituto da UEPB
Em Santa Cruz do Capibaribe, períodos de Campanha política são marcados por grandes transformações na rotina dos que aqui residem. Crianças, adultos e idosos, mesmo os que raramente saem de casa, vêem nos comícios locais uma fonte rara de lazer: é o grito, é o canto, é a dança, é o riso; ricos e pobres juntos na maior manifestação popular que Santa Cruz já viu. Tudo é festa nesse grande circo a céu aberto. Por outro lado, há também a falta de respeito com a opção do outro, o fanatismo exacerbado, as intrigas entre vizinhos e amigos, as zombarias e os sarcasmos, reflexos de uma população politicamente ainda imatura. O mais preocupante é que os próprios organizadores de campanha fomentam esta lamentável prática e tiram proveito dela. Período de campanha política deveria ser um momento de avaliação, de reflexão, de debate e discussão sobre o projeto de desenvolvimento do município. Essa prática obrigaria os grupos políticos a escolher melhor seus candidatos, a não subestimarem a inteligência das pessoas e a procurarem apresentar propostas sérias e viáveis que melhorem a qualidade de vida dos munícipes. Mas, como diz o ditado popular ‘cada um tem o que merece’, então continuemos com a política de bocas-pretas e taboquinhas até o dia em que a maturidade cívica bata a nossa porta.
Marcelo Clemente
Mestre em Linguagem e Ensino e Professor Substituto da UEPB
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