Santa Cruz do Capibaribe, a capital nordestina da moda
A partir de hoje você confere uma série de três reportagens sobre Santa Cruz, sua economia e o Moda Center. De início confira a reportagem sobre o início de nossa produção têxtil:
Laís Aragão tem 21 anos, há dois trabalha na feira da sulanca como vendedora de vestidos confeccionados em liganete produzidos por sua família.Ela nem imagina que esta atividade econômica originou-se de maneira tão curiosa, quando no final dos anos 40 do século XX Santa Cruz ainda era vila da cidade de Taquaritinga do Norte e tinha como atividade econômica apenas a agricultura surgiu então a confecção de colchas de retalhos de helanca (tecido vindo do sul do país e vendido aqui pelos pioneiros no ramo Pedro Diniz, Manoel Caboclo e Dedé Moraes) que eram confeccionadas de início pelas próprias esposas dos três empresários e vendidas na chamada Rua Grande (atual Avenida Padre Zuzinha), centro comercial daquela época.
A atividade cresceu e com ela a chance de ganhar dinheiro. Com isso muitas outras pessoas ingressaram e passaram a confeccionar outras peças como shorts, por exemplo. Em seguida comerciantes passaram a levar as roupas a preço de revenda para outros estados brasileiros como Bahia e Maranhão.
Com esse crescimento da atividade foi aumentando o número de pessoas confeccionando e por conseqüência a procura pela matéria prima, nesse caso o tecido. Em 1953 Santa Cruz do Capibaribe é emancipada transferindo para cá todos os lucros.
É ai então que entra a figura de Fernando Silvestre, caminhoneiro já falecido que por volta de 1963 visualizando a possibilidade de expansão da atividade investiu 30 mil contos de réis na revenda de tecido trazido da região sul. De inicio Noronha vendia apenas às costureiras, e isso na base da confiança sem nenhuma comprovação burocrática. Depois ele investiu pesado no ramo tornando-se um dos homens mais ricos da história da região agreste.
O ramo foi sendo ampliado e os confeccionistas passaram a comprar tecido também no Recife e direto de São Paulo, prática que permanece até hoje. Como acontece com o empresário Severino Pedro (53), proprietário de uma loja de tecidos . ´´Comprar em São Paulo é muito vantajoso, pois conseguimos preços bem reduzidos e mercadoria de qualidade`` disse ele.
Com isso a sulanca tornou-se fenômeno atraindo inicialmente grande parte da população rural que transferiram as residências para a cidade. Em seguida despertando as atenções de moradores de várias regiões de Pernambuco e de estados como Paraíba, Alagoas, Sergipe entre outros. Que migraram para Santa Cruz em busca de emprego seguro e melhores condições de vida.
Ainda hoje a cidade é atrativa e tida como uma das com o menor índice de desemprego do país. A senhora Maria da Soledade (34) paraibana da cidade do Congo, mãe de três filhos é um desses exemplos. Passando necessidade em seu município ele veio para Santa Cruz há oito anos aprendeu a costurar e hoje tem uma renda mensal de R$600,00. Ao conversar conosco ela disse ´´ Santa Cruz é um lugar abençoado por Deus, desde que vim para cá consegui muitas coisas e ainda ajudo minha mãe que mora no Congo mandando dinheiro``.
Ainda hoje a cidade é atrativa e tida como uma das com o menor índice de desemprego do país. A senhora Maria da Soledade (34) paraibana da cidade do Congo, mãe de três filhos é um desses exemplos. Passando necessidade em seu município ele veio para Santa Cruz há oito anos aprendeu a costurar e hoje tem uma renda mensal de R$600,00. Ao conversar conosco ela disse ´´ Santa Cruz é um lugar abençoado por Deus, desde que vim para cá consegui muitas coisas e ainda ajudo minha mãe que mora no Congo mandando dinheiro``.
Fotos: www.modacenter.com.br

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