OS PENETRAS DE VELÓRIO
Agnaldo Xavier, que diz ter sido vereador em Santa Cruz do Capibaribe, chegou a ficar duas horas do lado do caixão. Ele chegou às 11h à Assembleia e ajudou a carregar o caixão até o local."Já me ligaram uns 14 amigos que me viram na televisão. Vim mesmo pra aparecer", diz. De óculos escuros, bem do lado do caixão, Xavier parecia estar chorando em alguns momentos, mas, em outros, atendia o celular e dava uma risadinha.
Este foi o primeiro velório de famoso frequentado por Xavier, pois coincidiu com sua vinda a São Paulo para comprar tecidos para sua confecção em Pernambuco.
Fagner Apolinário da Silva foi outro expulso do velório. Ele veio de Itaquaquecetuba para assistir o velório e chegou a tirar fotos com o celular "para colocar no Orkut". Mais experiente que Xavier, Silva disse ter feito mesma coisa no velório de Eloá Pimentel, a adolescente morta pelo
ex-namorado em Santo André, no final de 2008.Xavier diz ser desempregado e às vezes vender amendoim no trem. Ele foi expulso do velório pela Polícia Militar, mas disse que iria voltar. "O Clodovil era um idealista, não desistia de suas ideias. Eu também vou continuar por aqui", disse.
Apenas familiares e conhecidos podem permanecer ao lado do caixão de Clodovil. O público entra em fila e sai em seguida. Não é permitido tirar fotos.
Orlando Torres, pastor da igreja Assembléia de Deus, também foi expulso do local, mas por outro motivo: insistir em cantar, bem alto, "Glória, Glória, Aleluia".
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Rodrigo Bertolotto
Do UOL Notícias
Em São Paulo
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