JORNALISTA SÓ COM DIPLOMA
Na verdade, a partir de agora os pedreiros que foram se aprimorando e passaram a mestres de obras e depois a construtores, podem também reivindicar o direito de assinar os projetos de construção sem a necessidade de CREA. Ou seja, sem o diploma do curso de Engenharia Civil.
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Algumas parteiras, profissão ainda muito exercida no interior desse nosso país, vão poder atuar como obstetras e ginecologistas, sem a necessidade do CRM e do diploma de conclusão do curso de Medicina. E assim deve ser com todas as outras profissões que "exigem" o curso superior.
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A propósito, a secretária de um escritório de advocacia depois de alguns anos digitando os pareceres de gente da espécie desses ministros, poderia requerer a condição de atuar como advogada sem a necessidade do diploma do curso de Direito nem da carteirinha da OAB.
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A minha idéia é a de que devemos, todos nós que conseguimos o nosso diploma de jornalismo, fazer uma cópia do diploma e enviá-la aos "mui digníssimos" ministros do STF.
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Vamos lotar de papéis "sem validade" aquela casa que deveria ser de respeito aos cidadãos.
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Cabe mais sugestões
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ESTUDANTES DE JORNALISMO DA UNIVERSIDADE ESTADUAL DA PARAÍBA
5 comentários:
Muito boa sua analogia em relação às profissões. Só mesmo os ministros do STF para justificarem essa decisão absurda com o argumento de que o mau exercício da profissão de jornalista não acarreta risco à sociedade.
Lyana Vieira
FORA A CENSURA!
Por mais que eu tente, não consigo entender como um monte de gente (inclusive jornalistas FORMADOS ou a se formar) vêem com maus olhos a exclusão da censura de nosso ordenamento jurídico. Porque a exigência de diploma para jornalistas é sim, como justificou um dos ministros do STF, uma censura prévia, visto que controla o acesso à atividade. Muito me parece que alguns deste defensores do “diploma para jornalista” estão apenas seguindo a onda das críticas sem fundamentos, pois não detém o conhecimento necessário da Lei que foi considerada inconstitucional, nem de todas as discussões que finalizaram esta semana.
Muitos criticam a decisão do STF com argumentos totalmente desproporcionais e mesmo vexatórios, pois em momento nenhum se colocou que todas as profissões irão perder a exigência de curso superior, pois médicos, engenheiros, etc. lidam com o risco de dano à sociedade e vejamos a justificativa de um dos ministros, nas discussões acerca do tema:
“Ele citou o artigo 5º, inciso 13 da Constituição (que diz ser livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, atendidas as qualificações profissionais que a lei estabelecer). Mas disse que essas qualificações só podem ser exigidas nos casos em que a falta do diploma é um risco de dano à sociedade, como é o caso da medicina, da engenharia e da advocacia.
Muito me preocupa a afirmação assinada por “estudantes de jornalismo da Paraíba” pois, para defenderem seus pontos de vistas, camuflaram e até distorceram informações para “engrossar o caldo” em beneficio da exigência do diploma, tendo em vista que profissões de médicos e engenheiros, estão totalmente fora de contexto e vejam até que ponto a defesa desproporcional e sem argumentos podem afetar os créditos de uma informação.
Defendo que aqueles que atuam na área de Jornalismo o façam com seriedade, com estudo, com senso crítico e mais, com respeito aos leitores, ouvintes e sejam mais como forem os meios de comunicação.
Pergunto: Antes da inexigibilidade do diploma, jornalista só era jornalista com Pós graduação, Mestrado, Doutorado?? NÃO!!! Mas, com certeza, que tem esses títulos levam vantagem, sobre graduandos e da, mesma forma, quem tem graduação leva vantagem para o que não fez curso superior, mas isso não significa que devemos impedir que todos exerçam a profissão de informar! HAVERÁ, ISTO SIM, UMA SELEÇÃO NATURAL DOS BONS INFORMADORES, CABENDO ESTA DECISÃO À SOCIEDADE!
Parabenizo todos os jornalistas formados, a se formarem ou aqueles que pretendem cursar um curso superior na área de jornalismo, porque, sem dúvidas, é uma tarefa bastante importante para todos nós. Acrescento, ainda, que o fato de não ser exigido o curso superior para atuação na área não prejudicará aqueles que se esforçam diariamente para se aperfeiçoar e vai, com certeza, PREMIÁ-LOS! A capacidade adquirida por cada um, a ele pertence e estes capacitados haverão de transformar a capacidade em credibilidade, boa informação e tudo mais que nós, leitores/ouvintes/comunicadores queremos.
Abraço,
Euzébio Pereira Neto
(Continuando...)
Obs. 1 - Airon, continuo a concordar com algumas de suas explanações, entretanto dizer que os generais da ditadura militar (o nome já diz tudo) defenderam a democracia das pessoas de bem é complicado de aceitar. Concordo quando dizes que o civismo é importante e este civismo torna-se real na medida em que podemos exercê-lo, isso por meio da democracia.
Obs. 2 - Thonny Hill, nunca disse que informação era brincadeira e muito menos que não precisa de preparação. O que disse, e repito, é que não se pode exigir diploma para tal. Amigo Thonny, quando falo de capacidades técnicas não me refiro especificamente a curso técnico, mas de aperfeiçoamentos profissionais, sejam quais forem, curso superior, pós graduação, etc. Um leigo não conseguirá, a contento, diagramar um jornal (necessitando de estudo especifico para isso), mas pode escrever todo o conteúdo contido no jornal, bastando para isso, senso crítico, domínio da língua, das informações, etc. E concordo com você, para ser um bom jornalista tem que estudar muito, como para qualquer atividade que se faça! Educação é importante para todos! A liberdade de expressão, Thonny, é um instituto que conquistamos com muito sofrimento e não poderia continuar a sangrar os direitos dos cidadãos brasileiros...
Euzébio Pereira Neto
Euzébio, não vi ninguém aqui defendendo censura, o que defendem é a sua valorização para uma profissão para a qual estudaram anos a fio, deveras, é um absurdo querer colocar no mesmo balaio com mesmo peso um profissional devidamente qualificado com um inconsequênte do tipo que usa de sensacionalismo, mentiras, asneiras, fofocas, quando não do tipo que não respeita a dor das familias e publica fotos de seus entes queridos acometidos por morte violenta.
Neste caso é a mesma coisa de se comparar um médico dos mais éticos a um açougueiro.
Dá pra comparar um Bonner com uma velha fofoqueira?!
De fato, são incompetentes, assim acabam usando de sensacionalismo, mentiras e inutilidades por não terem capacidade de ganharem o pão de uma forma mais profissional.
Por que não se capacitaram?
Sabe qual a arma mais poderosa, meu amigo?
Não é bomba nuclear, não é arma biológica, tampouco Fuzis 762, a arma mais poderosa deste mundo é a ideologia, a opinião, a informação, esta que ao ser difundida para o bem pode conceber o bem e a justiça, igualmente usada para o mal concebe o mal e a injustiça. Impérios prosperaram ou ruiram por meio do bombardeio ou ataque ideológico!
Alguns conhecem a estória do 'primeiro marketing político da história', quando o Mecenas para enfraquecer Marco Antonio em Roma espalhou panfletos da Cleópatra fornicando com bodes, dizia; 'A prostituta do egito quer ser Rainha de Roma', está prendendo os nossos grãos para nos matar de fome e nos enfraquecer politicamente, de fato, Marco Antonio cego de paixão fazia as vontade de sua 'amada', esta que queria explorar o povo de todo império romano em favor de seu povo egípcio.
No contexto histórico isto foi bom pra Roma, já que fortaleceu o império e Octávio Augusto foi 'na minha opinião', o melhor imperador de Roma.
Enfim, formadores de opinião difundem suas idéias assim como ideologias, daí a necessidade de responsabilidade e ética neste exercer!
Igualmente podem fazer lavagem cerebral tornando o povo bestializado e assim sem raciocino critico/analítico, sem educação cívica, sem noção de seus direitos, tampouco deveres... Muitos se logram disso e, de fato, é do interesse de muitos não mudar isto.
Airon, nos dias atuais, quase a totalidades dos programas de Tevê, Rádios, Jornais impressos, usam o sensacionalismo!E até esta semana era exigido diploma, e ai? Todos esses jornais "sangrentos", por exemplo, tinham um responsavel diplomado que assinava, e ai? E inexigibilidade de diploma em que piora isso, se é um fato que já existe?
Caro colega, o que deve existir é educação para o povo em geral, para, assim, estes conscientes possam saber fazer suas escolhas.
E quem tocou no termo censura fui eu. O que havia, com a exigencia de diploma para a profissão de informar era uma censura prévia, que foi banida pelo STF.
Abraço,
Euzébio pereira Neto
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