2 de julho de 2009

“...Olha o ônibus (hein???)!!! Já vem lotado, gente pra cacete...”


Esse é um trecho da música “Pão de cada dia” escrita pelo cantor de Rap e compositor Gabriel: O pensador; mas que contextualiza muito bem a realidade vivenciada por muitos santa-cruzenses ao viajar os municípios de Toritama e Caruaru: a superlotação dos ônibus da empresa de transportes Caruaruense.

Em uma dessas viagens que realizei, mais precisamente na manhã dessa quinta-feira (02/07), presenciei o descaso pelo qual muitas pessoas que pagam até 10 reais por uma “casadinha” (dois bilhetes que em teoria deveriam garantir o mínimo de conforto durante a viagem a exemplo de todos os passageiros sentados) ou daqueles que entram no ônibus no decorrer do trajeto passam: que é o de fazer uma viagem com duração de 30 minutos a mais de uma hora em pé. O interessante é que os próprios motoristas dessa empresa reclamam com o consumidor, onde o mesmo tem que ouvir constantemente a frase “Por favor, dêem uma ‘afastadinha’ para abrir mais espaço para aquelas pessoas que ainda vão entrar” (com o ônibus já bastante cheio e sem ter mais lugar para ocupar).

Mediante ao fato que presenciamos na mídia sobre a repercussão de um grave acidente envolvendo um Toyota e um caminhão baú (que ocasionou vários mortos, inclusive de uma criança), não se fica atento a uma verdadeira bomba prestes a explodir que é a superlotação nesses ônibus, que em nada perdem em desconforto ao dos transportes alternativos (Toyotas e vans), a não ser pelo fato de passar uma falsa impressão de segurança devido ao veículo ser maior ou em teoria ser mais resistente a um impacto em caso de acidente; mas será necessário acontecer algo mais grave (com mais mortos que esse ultimo citado antes) para que essa empresa providencie um mínimo de dignidade para seus passageiros a exemplo do aumento de frota ou de micro-ônibus partindo de Toritama por exemplo? Espero que não. O mais irônico é o slogan da empresa que diz o seguinte: “Caruaruense, sua melhor companhia de viagens” (se ela é a “melhor companhia”, imaginem a pior...).

Termino aqui esse meu desabafo com outro trecho de uma música chamada “Ponto de ônibus”, dessa vez do Ultraje a Rigor: “Que é que eu tô fazendo aqui nesse ponto de ônibus?

Por Thonny Hill, estudante de Jornalismo e Ciências Biológicas da UEPB

3 comentários:

Anônimo disse...

muito bem amigo sou toyoteiro

Unknown disse...

Parabeniso, Tony por ter coragem de falar o que realmente acontece com os meios de tranporte q temos em nossa região. Que realmente são precários e q os servisos dos mesmos são de péssima qualidade que coloca a vida dos usuários em risco. Acho q a população deveria reclamar mais sobre estes servisos para vê se os mesmos melhoram. Bem esta é minha opinião.

Thonny hill disse...

Meu caro anônimo, não generalizei que toda a classe dos toyoteiros dirigem ruim, pois sei que são trabalhadores como quaisquer outras pessoas que lutam para dar o pão de casa dia a suas familias, mas a maioria da classe desrespeita as leis viajando com muito mais de 12 passageiros, além de inúmeros volumes. Sei que isso é ocasionado principalmente pelo fato de se precisar ganhar dinheiro (especialmente em dias de feira), mas isso não significa colocar em risco a vida não só de quem dirige, mas de outras pessoas tamanho excesso de lotação e de carga que é transportado (faça uma reflexão e veja se estou mentindo ou não). Conheço também toyoteiros que são responsáveis e respeitam as leis. O que estou cobrando é apenas melhorias na segurança e qualidade do serviço, afinal pagamos bem caro e na maioria das vezes não somos respeitados. Viajo de lotação também, por isso que digo com razão as minhas palavras escritas nesse texto.