22 de setembro de 2009

Em uma atividade que realizei, em parceria com algumas colegas de curso e com orientação de um professora, à respeito do brincar e da afetividade no contexto escolar percebi como as brincadeiras ainda são marginalizadas pelos educadores (entenda-se que o que me refiro por educadores são todos os profissionais de uma instituição educacional compromissados com os objetivos da organização). Estivemos durante dois anos realizando atividades de intervenção com duas turmas de crianças de alfabetização e primeira série, um total de 49crianças, pelo menos inicialmente.


Percebemos de um modo geral, a existência de uma cultura dentro da escola, onde jogar e brincar são atividades reservadas somente para o horário do recreio. Ora, acreditar que um intervalo de vinte minutos em um período de cinco horas é o suficiente para que as crianças gastem energia, se socializem, desfrutem de suas potencialidades físicas e retornem para as salas calmas e mais atentas é ser muito rígido e ingênuo. Por isso que foi comum ouvir dos educadores: ‘agora não é hora de brincar!’; ‘estudar não é brincadeira’; ‘essas crianças só pensam em brincar!’.

Os jogos e brincadeiras são de fundamental importância para o estabelecimento da auto-afirmação, a localização em um grupo social definido que finda na primeira socialização, além de o brincar contribuir para a formação da personalidade, e auxiliar no desenvolvimento de estruturas emocionais e cognitivas ajudando no processo ensino-aprendizagem e nas posturas psicomotora do desenvolvimento físico.


Esta escola se apresenta como muitas outras que ignoram uma metodologia pedagógica que permitiria aos alunos manterem, para além das situações recreativas, uma interação social não-conflituosa capaz minimizar os efeitos negativos dos excessos de energia da infância. Os jogos e as brincadeiras na escola tem uma dupla função: ludicidade e aprendizagem, que se somam ao caráter de socialização. A escola junto com seus educandos poderia se utilizar dessas metodologias para a demanda escolar.

Ulisses Nascimento, graduando de Psicologia
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Um comentário:

Anônimo disse...

Meu caro, vejo que vc não é um educador, e nem tão pouco esteve em sala de aula em tempo integral, vá ensinar que vc vê o que é bom.

Quantidade de alunos extenso, e pouco tempo, e ainda querem resultado, eles tem que aprender.

Falar é muito bonito, vá pra sala de aula, tome conta de uma turma de alfabetização de 30 alunos e no final do ano me diga se vc brincar demais eles aprenderam ou renderam?

Os nossos pensamentos, são diferentes da realidade.

Hj, vemos as famílias que ajudam muito pouco, e nós educadores, temos que nos desdobrar para atingir nossas metas que seriam feitas com a ajuda da família e da escola, e hj o que vemos é a escola fazendo sozinha o seu papel.

Então devemos usar o lúdico sim, porém tem determinada hora que deve ser dedicada ao estudo mais aprofundado.