20 de janeiro de 2010

OS APADRINHADOS DO CHEFE

Recentemente ocorreu na Câmara de Vereadores de nossa cidade votação para a legalização de gratificação paga a funcionários da saúde. Até aqui, nada demais, não fosse o fato de o projeto, apresentado pelo executivo no apagar das luzes de 2009, conter várias falhas, o que revoltou quase que a totalidade dos servidores da saúde.

Os servidores estão desde agosto de 2009 sem suas gratificações, cortadas juntamente com a insalubridade, direito dos servidores do hospital e que está garantida em Lei. O projeto apresentado na Câmara garante o pagamento a partir outubro de 2009, ou seja, os servidores perdem dois meses de gratificação, bem como, apresenta uma tabela de gratificações que apresenta grandes disparidades a exemplo, um digitador I recebe R$ 60,00 em gratificação enquanto o digitador III recebe R$ 500,00 só em gratificação, uma diferença de 833% de um para o outro. Tudo bem que possa haver diferenciação entre um e outro, afinal, podem desenvolver atividades diferentes, um mais exigido que o outro, mas o que não pode, acredito, é haver uma diferenciação tão grande quanto essa e o pior, não é especificado quem é considerado “digitador I ou digitador III”, ou seja, pode haver favorecimento de alguns em detrimento de outros o que, ao meu ver, dos vereadores coerentes daquela Casa de Lei e dos servidores da saúde, está incorreto e não é justo.

Esta diferenciação, como expressou um vereador na reunião da votação do projeto, aparenta benefícios “aos apadrinhados do chefe”, o que deveria ter sido melhor explicado pelo Secretário de Saúde ao invés de ele ficar querendo desmoralizar os funcionários, dizendo que eles não merecem a gratificação.

Nas falas dos servidores eles aceitavam ficar mais algum tempo na espera da aprovação da Lei, desde que ela fosse revisada, constasse a especificação correta dos beneficiados, onde trabalham, etc., e fosse retroativa a agosto, data de perca das gratificações.

Vi recente entrevista de Nanau, vereador da bancada de oposição que votou contra os servidores e em desacordo com sua bancada, onde o mesmo faz uma defesa de seu voto. Totalmente sem sustentação, pois parece que ele não via o auditório da Câmara lotado onde a maioria estava contra o projeto da forma que estava, bem como, do compromisso dos servidores em manter todas as atividades se o caso não votação fosse para atender estes pontos.

Em meio a tudo o que aconteceu, entendo que a melhor parte foi ver a mobilização dos servidores, onde os mesmos se reuniram várias vezes, por intermédio do vereador Afrânio, lotaram o auditório da Câmara e lutaram pelo que entendem justo. Lamento, apenas, o fato de Fernando Aragão, Dimas Dantas, Ernesto Maia, Diogo Moraes, Deomedes Brito e Nanau, terem aprovado o projeto da forma que estava e, em contraponto, parabenizo a postura de Zezim Buxim, Júnior Gomes, Francisco Ricardo e Afrânio Marques pelo compromisso com os funcionários da saúde, em especial os dois últimos pelas defesas calorosas em favor dos servidores.
A mobilização é a maneira mais eficaz de mostrarmos nossas reivindicações. Essa, como a dos universitários e a da Rota do Mar, são exemplos que o entendimento de nossos cidadãos esta mudando: para melhor!

Abraço a todos,


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Euzébio Pereira Neto

6 comentários:

Anônimo disse...

meu amigo vc nao poder ter coluna em nehum meio de comuniação nao, todos nós sabemos que vc é militante da Afrânio, para escrever politica vc deveria ser neutro, todos nós sabemos a sua postura, portanto nao há como contestar uma pessoa que é um doente por partido A ou B

Anônimo disse...

Neutro? Onde vc encontra neutralidade? Me avisa por favor!

Anônimo disse...

Ele é boca preta todos sabem.
Coisa sem graça.

lu disse...

parabens pela materia continui assim pois vc ajuda nosso povo ver a canalhesse desses que tam ai

Anônimo disse...

você é o cara mais engraçado que eu vir parecer o Chico lang corinthiano da gazeta esportiva que pra ele o corinthias é o maior melhor.

Ulisses disse...

Independente de posição política tomada a coluna Santa Cruz, de gerência de Euzébio sempre apresentou seu objetivo. Sempre procurou analisar o meio político da cidade, com a intenção de esclarecer alguns fatos e atitudes que circulam nos debates do dia-a-dia, mas que pelo fanatismo e pela alienação da população santacruzense perde seu censo crítico.

Acredito que em suas últimas ele demonstra seu ideário político para o futuro da cidade: não se posicionar cegamente em uma ala política e, almejar mobilizações sociais em busca do melhor para nossa querida Santa Cruz do Capibaribe.

Parabéns Euzébio.